30 de agosto de 2009

COS BABY AFTER ALL , YOU`LL NEVER FORGET MY NAME

John Lennon uma vez disse que “o sonho acabou”. É nesta nesta geração que foi impedida de sonhar, abandonada sobre a tediosa realidade, (Times are hard / When the thing are you got no meaning) que surge o Oasis.

O Nirvana já tinha cantado e decantado a profunda chatice e falta de sentido da vida.Mas faltava alguém que nos dissesse OK, se a vida é uma merda vamos curtir. Vamos esperar uma manhã gloriosa e buscar um estilo de vida digno de ser vivido. Vamos buscar um pouco de ação! Nem que seja somente para encontrar cigarros e álcool.

O Oasis foi tudo isso, vindo da periferia de Manchester denunciou o vazio e a falsidade da vida contemporânea. Talvez sem a ilustração e ironia de seus brilhantes rivais do Blur, mas com sinceridade e alma de um verdadeiro fodido.Esta tudo lá em suas letras, as dificuldades de uma vida dura, a falta de perspectiva, a incapacidade de nomear a própria incapacidade, a própria escrotidão.Estão lá os grandes planos e os grandes assuntos.De memória eu diria que soul e away são as palavras que mais se repetem nas letras do Oasis. O desejo de serem genuínos, únicos, de serem importantes.Seus sonhos eram sair da cama, sair de casa, de Manchester e conquistar o mundo. Serem astros do rock. Conseguiram de forma brilhante.

Seus três primeiros álbuns são obras primas do rock. Definitely Maybe talvez seja o maior álbum de estréia de todos os tempos e Be Here Now como lembra um amigo talvez seja o álbum mais drogado e com o volume mais alto da historia do rock.

Muitos vão lembrar do verso de Don´t look back in anger, onde Noel alertava sobre por nossas vidas nas mãos de uma banda de rock que irá pôr tudo a perder. Não creio que essa frase seja adequada para o possível fim do Oasis. Altos e baixos todas as bandas têm, eles não estavam mais no auge, mas ainda mandavam bem como mostraram no ultimo álbum.

Nós perdemos uma banda, mas a historia do rock ganhou mais um mito imortal.


Cenas de um futuro não muito distante.

Você esta afundado em sua poltrona na sala, lendo as velhas notícias de sempre. Ouve passos descendo a escada. È seu filho com um cabelo metade lilás, metade rosa, vestindo uma camisa colada e uma calça xadrez.

- Que cabelo é esse meu filho, aonde você vai?

- Ta na moda papai, é tecnoemopóspunk.

- Eu vou lá na casa do Matheus, e depois iremos comer comida mexicana e assistiremos ao desfile de cosplay lá no clube.

Atônito você novamente sentará em sua velha poltrona enquanto seu filho sai pela porta.

- Maldita MTV, educação liberal é o caralho, esse garoto tá perdido.Pelo menos não virou flamenguista.

Um mês depois

Você novamente está sentado em sua poltrona quando desce seu filho. Ele veste uma camisa de aparência antiga, bermudas e tênis.

- Que camisa é essa meu filho? Você pergunta assustado com a foto estampada na camisa.

- É de uma banda antiga papai, que eu descobri na internet. Os caras eram fodas, do caralho. Eu vi um vídeo em que nos shows deles todos ficavam em pé, pulando, se abraçando e cantando junto.Eles se chamam Oasis. Você foi a shows desse tipo papai?

- Olha esse linguajar menino! Grita mãe do garoto

Você incrédulo, irá ao encontro dele, reconhecerá a foto em sua camisa. Seus olhos se encherão de lágrimas, sua alma estará lavada.

- Você está bem papai? Por que está chorando? Aconteceu algo?

- Nada não meu filho, aonde você vai arrumado assim?

- Vou encontrar meus amigos, descobrimos um bar que ainda tocas essas coisas, vou lá bater papo e tomar umas cervejas.

- Vai meu filho, vai lá....Faça valer a pena, MAD FER IT

- Mad o que papai? O que é isso?

- Você vai descobrir meu filho, vai, curta com seus amigos.

- Tchau papai

Seu coração bate forte, e você pegará seu velho cd e colocará em seu velho Player. Ligará seu comunicador e fará um teleconferência com seus velhos parceiros. Ao ouvir o som ambiente os três imediatamente irão sorrir.

- Qual a boa?

- Soube de um bar novo, topam?

- Bora. Toca o que lá?

- Rock

- OASISSSSS.....gritam os três ao mesmo tempo.

- Encontro vocês no lugar de sempre, tenho ótimas noticias.

- Valeu então

E você irá ao encontro deles, para fazer o de sempre, curtir e valorizar cada minuto da amizade deles, relembrando os bons momentos, os antológicos shows, de uma época onde se assistiam aos shows em pé.

CHEERS


Dedico este texto a todos os grandes amigos que estavam lá no "último" show do Oasis no Rio

26 de agosto de 2009

ESTADO NACIONAL DE DIREITO OU FASCISMO DE ESTADO?

A maldita defesa da propriedade privada, não pode desgraçar ainda mais os desgraçados, não pode despejar com a ajuda da tropa de choque 800 familias na rua, sem assistência e abrigo. Ontem em São Paulo fez 14º graus, e muitas familias dormiram nas ruas. Este é o início do ciclo da violência que se fechará quando você for assaltado e morto por um jovem daqui a cinco anos.


Nesta segunda (24), terreno foi desocupado na Zona Sul de SP.
Cerca de 800 famílias perderam suas casas e houve confronto.

Do G1, em São Paulo

Na noite desta segunda-feira (24), horas depois de um confronto com a polícia no Parque Engenho Velho, região do Capão Redondo, Zona Sul de São Paulo, o cenário para a desempregada Lindinalva Santos Silva, de 34 anos, era um só: escombros, móveis na rua e uma barraca de lona onde ela iria passar a noite. Um terreno do local foi desapropriado e cerca de 800 famílias perderam suas casas.

Lindinalva foi uma delas. “Estou com frio, com fome e vou dormir na rua. Não tenho aonde ir”, disse a mulher, que veio da Bahia em busca de trabalho e ergueu um barraco na região há dois anos. Após a ação de reintegração de posse, a pequena moradia foi derrubada.

“Consegui tirar a geladeira, o fogão, roupas e a TV. O resto ficou”. Apesar de se dizer “triste” com o episódio, ela garantiu que não pretende partir. “Vou ficar em São Paulo e erguer um barraco de novo”.

Por volta de 18h30, chovia e a polícia começava a deixar o bairro. A Tropa de Choque, que entrou em confronto com os moradores que resistiam em deixar o terreno ocupado, foi a primeira a sair. De acordo com o capitão Mauro César Domingos , do 37º batalhão, uma equipe de pelo menos 50 policiais militares ficaria no local até terça-feira (25) para “garantir a ordem”.

Lindinalva e outras cerca de 100 pessoas passariam a noite em um acampamento improvisado na calçada em frente ao terreno que foi desapropriado e virou um amontoado de entulho. A faxineira Flaudízia dos Santos, 41, segurava o colchão que usaria para dormir e estava molhado por causa da chuva.


“Se tivéssemos lugar melhor para viver não estaríamos aqui”, contou a mulher, que disse ter quatro filhos. “Eles vão dormir comigo. Aqui é ruim, mas vamos prevalecer (sic)”, afirmou ela, indicando que não pretende deixar o local onde mora há dois anos. Entre as “coisas melhores” que Flauzídia disse ter salvo antes que o barraco fosse demolido estão duas camas, um guarda-roupa e o colchão.

A faxineira Andréia de Jesus dos Santos afirmou que não tinha nem isso. "Minha casa agora é aqui, o que me sobrou foi isso, um colchão e uma caneca", disse ela, que tem três filhos e também dormiria na calçada.

Para a empregada doméstica Zolanda Gomes Reis, de 52 anos, o teto de lona também seria a alternativa que sobrou. “Não deu tempo de nada. Levaram tudo. A única opção é ficar aqui”. Segundo ela, os dois netos e o filho passariam a noite na casa de uma amiga.


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23 de agosto de 2009

ENTER- ANTOLOGIA DIGITAL

Há alguns dias atrás entrou no ar uma antologia organizada pela grande Heloisa Buarque de Hollanda, que proporciona um panorama bem interessante da literatura brasileira contemporânea. É para ler, ver e ouvir.

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