Aliás e a propósito o jornalista Vladimir Cunha escreveu um belo texto sobre a decadência do Rock de forma geral. Aqui
28 de novembro de 2009
Adeus Rock in Rio
Aliás e a propósito o jornalista Vladimir Cunha escreveu um belo texto sobre a decadência do Rock de forma geral. Aqui
14 de novembro de 2009
Casa da Mãe Joana
Nóticia publicada pelo jornalista Fernando Molica no Jornal O DIA dia 12 de novembro.
Informe do DIA: O custo da Câmara
POR FERNANDO MOLICA, RIO DE JANEIRO
Rio - Estudo feito pela Coppe/UFRJ revelou que a Câmara Municipal do Rio gasta muito dinheiro com pessoal e serviços, é pouco transparente e tem excesso de funcionários. O trabalho foi encomendado pela Mesa Diretora.
Em 2009, as despesas com pessoal (salários e benefícios) vão consumir quase R$ 278 milhões, 86,82% do orçamento da Casa. O número de funcionários efetivos (1.022) é 2,6 vezes maior que o da Câmara de São Paulo (381). A Coppe sugere revisão nos custos de benefícios como tíquete- alimentação.
Gente demais
Segundo o estudo, vereadores do Rio têm mais cargos em seus gabinetes do que os paulistas: 35 contra 18. Revela também que 260 funcionários poderiam se aposentar, mas ficam na ativa para não perder benefícios. A Coppe sugere incentivar as aposentadorias.
9 de novembro de 2009
Camisa Branca
A pele arde, transpira,
Vitima de um calor irracional.
O relógio da Central marca meio dia.
Segue-se a rotina
O ônibus,
O calor
O caos.
29 de outubro de 2009
Tarde Noite
Incomodou-se com aquele alaranjado de fim de tarde. Odiava os fins de tarde. Nesta hora do dia lhe invadiam os pensamentos mais profundos.Era nesta hora do dia, que tomado pela melancolia, sentia o passar das horas, o passar dos dias. Sentou-se no sofá ainda atordoado, pôs mãos sobre a cabeça, tentando achar alguma explicação para a situação em que se encontrava.
Incomodou-se com silêncio daquele fim de tarde.Odiava aquela calmaria. O silêncio produzia o pior dos ruídos.Na ausência de vozes, estava condenado a ouvir sua própria voz. Temia sua própria voz, temia a voz afônica que ressoava em seus pensamentos.
O vento promovia o balé das cortinas, anunciando uma tempestade no horizonte. Ele sorriu, sempre gostou das tempestades. Do caos que prometia um céu repentinamente tomado por nuvens carregadas de angústia e dor.
Era inexplicável o silêncio que tomava o ambiente. Estava a um passo da rua e só ouvia o reclamar dos trovões. Para onde será que todos foram? Mais uma vez, incomodou-se com o crepúsculo, mas não tencionava ligar a luz. Ainda permanecia desnorteado, tentava saber o que se passava?
Parecia fora do tempo, via tudo com outros olhos. Estaria realmente acordado? Parecia suspenso, numa espécie de anticlímax. A letargia permanecia em seu corpo, sim estava acordado e seus olhos encaravam fixamente a parede branca da sala de estar.
Um grande ruído e seus ouvidos agora captavam passos vindos do inicio da rua. As gotas caiam no telhado batendo palmas, o vapor emergia da superfície junto com o cheiro de terra molhada. Uma criança corria da chuva que desabava. Um mar de lágrimas limpava o asfalto por onde passam os carros. Um par de lágrimas escorreu pelo seu rosto pálido.
Ele lembrou das tardes da época do colégio. Das tardes em que sempre dormia fora de hora. Tardes em que submergia sobre sonhos de potência. Dormia para sonhar, pois enquanto dormia não existia.Lembrou que dormia porque nada era.Lembrou-se porque voltara a dormir fora de hora. Ele o nada em nada mudara.