15 de março de 2009
5 Dias...
13 de março de 2009
Por você, por mim.
Poema homenagem, escrito pelo nosso amigo Nino:
Por você, por mim
Hoje, morreu meu poeta preferido( O Homem)
Não era Vinícius, Não era Drummond.
Tampouco era o Chico.
Homem Comum,
Do Nordeste veio a migrar
Sua mãe o chamava Ribamar,
Cá entre nós, às vezes o chamo só por Gullar.Que
quando mais moço,aprendeu o Marxismo
Seu maior sonho
Era o fim do imperialismo
Mais tarde, do marxismo desacreditou.
o poeta preferido ,do meu poeta preferido
acho que era um tal de
Rimbaud
De Rimbaud,nada mais irei falar
Minha intenção, é falar apenas de Gullar
que nasceu em São Luís do Maranhão em 10 de setembro de 30
em plena “revolução”.
Em 49, ainda jovem, escreve “Um pouco acima do chão”.
Livro do qual nunca li, mas sei por Gullar, que de 100 crianças 78 morrem no Piauí
Que duro retrato da realidade que de 100 crianças 78 morrem antes de completar o anos de idade
De 100,sobram só 22
Não sei se até os 18
Terão o feijão com arroz
(The Sky above us)
Diarréia, é
“ Uma bomba suja e mansa que elimina sem barulho vários milhões de crianças”
Poesia subversiva, rara,que não comove nem o pau-de-arara
Poesia subversiva luta armada?
“Você é mais bonita que uma bola prateada”,
“que o mar azul-zafira da República Dominicana”
“e quase tão bonita quanto a Revolução Cubana”
Gullar lutou, lutou pela igualdade.
todas as coisas que falava
estão na cidade.
“O homem está na cidade
como uma coisa está em outra
e a cidade está no homem
que está em outra cidade”
não há em sua poesia,
a esperada neutralidade
“Como ser neutro se acabou de chover e a terra cheira e o asfalto cheira,
e as árvores estão lavadas com suas folhas em seus galhos”
“mas quem,dentre as hostes celestes,me reconheceria pelo caralho?”
A Vida Bate, a vida passa,as vezes sem se perceber
Em 1982 surge os Sessenta anos do PCB.Em 1922,
Cantaram e fundaram o partido,
Astrojildo
e mais 8, e isto em 22
Nequete,um dos 8
citava Lênin a 3 por 2.
“Como dois e dois são quatro
sei que a vida vale a pena
embora o pão seja caro
e a liberdade pequena”.Pequena,pequenina
bem miúda
Tão pequena que é impossível sua
Gravura
Somos
Muitas Vozes
Barulhos
Somos
Muitas Vozes
Somos
É preciso lutar.Há bem e mal?
Há na vida, uma Questão, meramente Pessoal?
Nós, Latino-Americanos
“somos todos irmãos
não porque tenhamos o mesmo berço
o mesmo sobrenome
temos o mesmo trajeto de sanha e fome”
Quem coloca a bomba suja no corpo deste homem?
Gullar, Gullar
. escrevo por você,por mim
não escrevo por decreto
Gullar Gullar
Teoria do não-objeto
Gullar Gullar
O poeta do existir,
do poema sujo
“tua gengiva igual a tua bucetinha que parecia sorrir entre as
folhas de banana entre cheiros de flor e bosta de porco aberta
como uma boca do corpo(não como tua boca de palavras)”
mas como era o nome dela?
“Perdeu-se na carne fria
perdeu-se na confusão de tanta noite e tanto dia
perdeu-se na profusão das coisas acontecidas
constelações de alfabeto
noites escritas a giz
pastilhas de aniversário
domingos de futebol”
Gullar ,Gullar
Gullar
O poeta do cotidiano
Tudo bem claro
Nunca atrás dos panos
Gullar Gullar
Paulo Roberto Parreiras Que Não Passou No Vestibular
História De Um Valente
Peleja De Zé Molesta Com Tio Sam
Ferreira Gullar,
Que eu leio até de manhã!
A alegria, Ao rés-do chão,agora quis descer,e não havia chão
Pra ti, Ribamar, não há mais nada, nem a vida dura e amarga
Nem a vida
Bela
nem Helena nem Vera
nem Nara nem Gabriela
nem colo de menina
nem cheiro de tangerina
Tampouco a Tereza e a Maria
Na Vertigem Do Dia
Onde Escondeste o Verde Clarão dos Dias?
Ribamar já se foi
Com ele várias lembranças
A tarde em Buenos Aires,São Luís e sua infância
Quem tomou deste menino o seu rosto de criança?
Ribamar já se foi
Não pode nos dizer
Sobre este assunto
Jamais vamos saber
Ribamar está
Morto “a vida só consome o que a alimenta”
como todos um dia vamos estar
mas você está vivo
ainda pode mergulhar
neste universo de açucena
que venho cá te mostrar
Ribamar está morto (uma pena), mas,
Viva Ferreira Gullar!
Nino Ferreira
10 de março de 2009
9 de março de 2009
Tombo de Bêbado (4)
Dados de um Instituto qualquer norte-americano registram um aumento de 20 % nas demissões no mês de fevereiro. Já são mais de um milhão de trabalhadores demitidos! No Brasil, analistas fazem previsões de um crescimento menor do que no ano passado. A Europa anuncia cortes de investimentos e o FMI pede ajuda aos governos.
Esse é o tom do noticiário.Ofoco é a crise que assola a economia mundial desde o segundo semestre de 2008. Recessão, retração, pânico, humor, medo, desemprego. São as palavras que dominam no vocabulário da crise.
O assunto é direto e reto. A quem interessa o tom apocalíptico da cobertura da crise? Até que ponto, a reprodução diária da tragédia, não provoca ainda mais pânico?
Não há duvida que a crise é grave. Provavelmente a pior desde a crise de 29. Porem também não há duvidas de que ela vai passar. Afinal é disso que ele se alimenta, o capital sempre se adapta. Inclusive muitas empresas estão aproveitando a crise, usando-a como álibi para projetos de “reestruturação”(isso ninguém anuncia?).
Os “Anticapitalistas” não formularam ainda uma estratégia, uma alternativa ao seu domínio. As demissões continuarão até o ponto necessário. Vidas serão destruídas como sempre ocorreu. Outras serão erguidas.O lucro como sempre, cada vez mais se concentrará. O prejuízo como sempre, cada vez mais se socializará. Pequenas mudanças ocorrerão. Os Estados Nacionais mais uma vez fortes. Mais uma vez dominado por elites, mais uma vez, servindo de muleta, para um sistema momentaneamente manco, mas em breve de pé.
Já que o assunto é crise, por que não analisar, analiticamente suas causas? Por que não buscar novos modelos? O que vemos na mídia, tanto a brasileira como a internacional é a crise elevada a condição de espetáculo.
Para uma análise mais aprofundada da crise:
http://www.cartamaior.com.br